sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Projeto cinema na escola exibe curtas- metragens produzidos por alunos do meio rural de Juruti.

 


Os alunos do Fundamental II das Escolas Manoel Pereira da Cunha (Comunidade Ingrácia) e Erisson Pereira Silva (Comunidade Capitão), localizadas na região de Juruti Velho, no município de Juruti-Pará, estão na expectativa para o lançamento dos curtas-metragens produzidos por eles no ano letivo de 2024. É a culminância do projeto “Cinema na escola – desenvolvendo a leitura, a escrita e a oralidade por meio da produção audiovisual na sala de aula”, coordenado pelo jornalista Udirley Andrade, Mestre em Letras e professor de Língua Portuguesa.

O lançamento dos curtas-metragens acontecerá nesta sexta-feira, 06 de dezembro, na II Mostra de Vídeos da Escola Erisson Pereira Silva. Na próxima semana, a programação acontece na Escola Manoel Pereira da Cunha. Foram produzidos seis curtas-metragens de ficção inspirados em causos e lendas da Amazônia. O trabalho mobilizou 67 alunos do 6º ao 9º ano de seis comunidades: Capitão, Boa Vista, Ingrácia, Macaiani, Novo Horizonte e Nova Conquista.

Boa parte das histórias que serviram de inspiração para as obras foi fruto de pesquisa feita pelos alunos nas comunidades. O trabalho escrito foi entregue ao professor e compartilhado na sala de aula. O roteiro foi escrito pelo professor. Os ensaios eram feitos na sala de aula. As gravações foram realizadas nos últimos dois meses.

Os filmes foram gravados nas próprias comunidades, aproveitando os cenários naturais como praias, floresta, riachos e outras belezas naturais. Essa é também uma forma de divulgar as potencialidades turísticas das comunidades onde as escolas estão inseridas, valorizando a cultura e suas tradições.


Dificuldades – a estiagem na região de Juruti Velho foi um grande obstáculo tanto para o professor quanto para os alunos. O lago que dá acesso às comunidades ficou sem condições de trafegabilidade. Para chegar aos locais que serviram de cenários para os filmes, a equipe, muitas vezes, foi a pé, pois não havia outro meio de transporte. Mas todo esse sacrifício valeu a pena.

Abaixo, a sinopse dos curtas-metragens que serão exibidos na II Mostra de Vídeos da Escola Erisson Pereira Silva.

Documentário – Seca 2023/2024 – os impactos na educação e no dia a dia da comunidade

Sinopse: A estiagem de 2023 e 2024 causou diversos problemas às comunidades da região de Juruti Velho, no município de Juruti-Pará. Nesse documentário, vamos destacar os impactos na educação e no dia a dia da comunidade. A navegação, por exemplo, foi interrompida porque o lago ficou sem condições de trafegabilidade.


A PROTETORA DA FLORESTA 

Sinopse: Jovem ribeirinho resolve invadir uma área de proteção ambiental na comunidade onde mora. Mesmo sendo alertado do perigo, ele ignora os apelos dos demais moradores e acaba entrando numa aventura onde, por pouco, não perde a vida nas mãos da lendária Protetora da Floresta.


UMA RAIZ MUITO ESPECIAL 

Sinopse: A morte trágica da cabocla Mani, a menina mais bonita da comunidade, causa muita comoção. Ao mesmo tempo, acaba se tornando a salvação do seu povo, que enfrenta a fome e a seca, correndo sério risco de desparecer da face da terra.


A LIÇÃO DA NATUREZA 

Sinopse: Cansada dos maus tratos causados pelo homem ao meio ambiente, a Mãe Natureza decide castigar moradores de uma comunidade ribeirinha, provocando uma enorme seca na região. Mas um grupo de estudantes consegue se mobilizar e conscientizar os moradores para mudanças de atitude, revertendo a situação.


O DUELO DOS BOTOS

Sinopse: Num mundo encantado, habitado por seres do universo lendário amazônico, a luta do bem (Boto Marsal) contra o mal (Boto Donatelo) chega ao limite. No meio da disputa, a cabocla Marina, que corre risco de morte nas mãos do boto mau.


O MENINO ENCANTADO

Sinopse: O desparecimento misterioso de um menino de doze anos de idade mobiliza uma comunidade rural no interior de Juruti. Com a ajuda de uma curandeira, o misterioso desaparecimento é revelado: o menino foi encantado pela Guardiã da Cabeceira do Lago da comunidade e tem uma missão a cumprir para o bem da sociedade.


O RIACHO PROIBIDO

Sinopse: Numa pequena comunidade em Juruti Velho, as crianças são proibidas de frequentar um riacho por motivos não revelados pelos adultos. Mas, a curiosidade das crianças fala mais alto e elas decidem descobrir o porquê do local ser chamado de riacho proibido. A desobediência vai custar caro. E elas acabam sendo judiadas por seres encantados que vivem no riacho.

A II Mostra de Vídeos da Escola Erisson Pereira Silva começa às 07h noite, na área do referido estabelecimento de ensino.


Edição: Udirley Andrade



quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Pará é destaque na 1ª edição do Prêmio Excelência Sindical da Indústria

 

FIEPA é a única entidade finalista em 4 categorias

 

 



Nesta quarta-feira, 27, durante o Encontro Nacional da Indústria, em Brasília, quatro iniciativas da FIEPA estarão concorrendo ao primeiro lugar no Prêmio Excelência Sindical, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Esses resultados refletem a atuação estratégica da gestão da Diretoria liderada por Alex Carvalho em seu primeiro ano à frente da entidade, que impulsionou projetos inovadores e sustentáveis, consolidando o Pará como um protagonista nacional no setor industrial. A FIEPA é a única federação finalista em quatro categorias.

 

Os projetos finalistas são o "MapRedes - Mapeando Fornecedores na Amazônia", que fortalece a cadeia de fornecedores locais, e a "Assessoria de crise para o embargo da carne brasileira na China", que demonstra a agilidade da FIEPA em apoiar o setor produtivo, além da iniciativa "Redes - Iniciativa do Sistema FIEPA". O Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos e Farmacêuticos do Pará (SINQUIFARMA) também foi reconhecido pelo projeto "Amazônia na Pele", que explora a biodiversidade amazônica para fortalecer a economia verde.

 

Esses resultados refletem a atuação estratégica da gestão da Diretoria liderada por Alex Carvalho em seu primeiro ano à frente da entidade, que impulsionou projetos inovadores e sustentáveis, consolidando o Pará como um protagonista nacional no setor industrial.

 

Para Alex Carvalho, as restrições demonstram o compromisso com o desenvolvimento da indústria paraense. "Estar entre os finalistas já é uma grande conquista e demonstra a força do trabalho de um tempo comprometido com o crescimento da indústria e o fortalecimento institucional da Federação e de seus sindicatos filiados. Estamos confiantes de que as iniciativas da FIEPA servirão de inspiração para outras instituições do país", afirmou.

 

Os vencedores serão anunciados durante o Encontro Nacional da Indústria (ENAI), em Brasília. O Prêmio Excelência Sindical é um dos pilares do Programa Excelência Sindical da CNI, que busca valorizar, ampliar e fortalecer a representatividade do setor industrial por meio do reconhecimento de boas práticas, da disseminação de conhecimento e do fortalecimento do associativismo.

 

Para conferir todos os finalistas da premiação, clique https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/institucional/confira-quem-sao-os-finalistas-do-premio-excelencia-sindical/#preview



quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Festribal de Juruti com o patrocínio master da Alcoa, comemora a sua trigésima edição.

Evento de valorização da cultura amazônica fortalece o desenvolvimento cultural e socioeconômico do município paraense


Com o tema “Juruti te espera”, a 30ª edição do Festival Folclórico das Tribos Indígenas de Juruti - Festribal foi realizada, de 31 de julho a 3 de agosto, no Centro Cultural José Priante - Tribódromo, para prestigiar as apresentações das tribos Munduruku e Muirapinima. O evento é uma das maiores manifestações culturais da Amazônia, onde as duas tribos um duelo artístico a céu aberto com alegorias cênicas, danças e cantos indígenas.

Na primeira noite foi realizada a festa dos visitantes com atrações nacionais. Na segunda foi a vez de as duas tribos fazerem seu ensaio técnico como uma prévia da competição oficial. Já na terceira as crianças brilharam no desfile das tribos mirins, enquanto o sábado foi marcado pela apresentação oficial.


O festival contou ainda com a presença de lideranças da Alcoa. Helio Lazarim, diretor de Operações da unidade de Juruti, destacou o incentivo da empresa a projetos culturais. “Faz parte da filosofia da Alcoa gerar valor e fomentar a cultura, a educação e o desenvolvimento social nas regiões onde estamos presentes.”

Considerado um importante instrumento de incentivo ao turismo na região, o Festribal avalia 16 categorias, como harmonia, ritual e alegorias. A disputa terminou em empate e o critério para desempate foram as notas do quesito ‘regional’, item responsável pela musicalidade de cada agremiação. Assim, a tribo Munduruku venceu por dois décimos, sendo a campeã pela terceira vez consecutiva.

“A soma do esforço da diretoria, do conselho de arte, dos torcedores, das famílias e dos brincantes foi o fator fundamental para chegar a esse tricampeonato. A vitória é fruto de muito trabalho, amor e união, inclusive dos parceiros que nos ajudam a fazer esse grande evento, como a Alcoa”, diz Alex Guedes, presidente da tribo Munduruku.

A gerente de Relações Governamentais da Alcoa Brasil, Juliana Noronha, participou pela primeira vez da comemoração e se encantou com a riqueza da cultura local. “A Alcoa se consolida como patrocinadora master de um evento importantíssimo não só para Juruti, mas para todo o Brasil. Queremos continuar somando forças com a organização para contribuir diretamente com o desenvolvimento cultural e socioeconômico da região”, afirmou.

Sandro Silva, presidente da tribo Muirapinima, já planeja as próximas etapas. “O sentimento é de dever cumprido e objetivos alcançados, independente do resultado fora da arena. O próximo passo é continuar organizando o processo. A partir de outubro vamos pensar no novo formato”. 


SOBRE A ALCOA JURUTI 

Fundada em 2009 no oeste do estado do Pará, na Floresta Amazônica, a mina de Juruti possui uma reserva potencial de bauxita de 700 milhões de toneladas métricas. Sua capacidade operacional atual é de 7,5 milhões de toneladas por ano de bauxita de alta qualid
ade. 
A unidade é composta por plantas de britagem e lavagem, bacias de rejeitos e pátios de estocagem. Já a frota ferroviária conta com quatro locomotivas, com um total de 81 vagões de 80 toneladas de capacidade cada, que fazem o transporte de minério até o porto. 

Para integrar a operação às comunidades, a Alcoa promove voluntariamente ações sociais para o fortalecimento da infraestrutura, mão de obra e negócios locais. A empresa já investiu até o momento, tanto em áreas urbanas quanto rurais, R$ 74 milhões em iniciativas relacio
nadas à saúde, educação, segurança pública e assistência social, por exemplo.

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