A edição deste ano conta com
apoio da Alcoa, no valor de R$ 300 mil.
Mas você conhece a origem das tribos? Vamos conhecer um pouquinho dessa história...
Os Mundurukus habitavam na região dos Rios Madeira e Tapajós e, devido a várias lutas travadas com outros povos, chegaram às terras por volta de 1818, acontecendo, assim, a fundação do município de Juruti, o berço Munduruku. O grupo tem o objetivo de resgatar os valores do folclore local, em forma de dança indígena, cênicas e rituais. O nome deu-se pelos primeiros habitantes do município, que eram os Índios Mundurukus, e tem como cor primordial o amarelo.
Já a tribo Muirapinima habitava às margens do Lago Juruti
Velho – parte antiga da atual cidade de Juruti - e que deu origem à vila de mesmo
nome. Muirapinima é também o nome de uma árvore comum da região, mas, por sua
beleza e tipo de caule, é considerada de grande valor. Os índios se
autodenominam com o nome dessa árvore, em homenagem e amor pela natureza. A
Tribo Muirapinima tem como forte simbolismo o uso da cor azul.
A primeira disputa entre os Munduruku e os Muirapinima
ocorreu em 1995. O Festribal é um verdadeiro resgate da cultura indígena e do
misticismo enraizado na cidade, que transforma em espetáculo a história de duas
tribos que, juntas, entregam uma das maiores manifestações culturais da
Amazônia.
O reencontro dos povos no Festribal 2022 - Foto Arquivo Alcoa |
E o vencedor é...
E essa tradição será forte neste ano. De acordo com Alex Guedes, presidente da Tribo Munduruku, a tribo se preparou, está unida e focada. “Os torcedores se envolvem, porque o povo de Juruti respira o festival. A nossa nação Munduruku está disposta a ajudar o que for preciso para voltar para arena como sempre foi: grandiosa e com cara de campeã”, destaca.
Muirapinima levará um espetáculo gigantesco para esse
reencontro. Sandro Silva, que é presidente, reforça o que a Tribo preparou.
“Estamos prontos! Nossa comissão de arte apresentou um projeto pra gente no
último evento, no início do mês de junho. Nossos artistas já tão sabendo do
projeto alegórico, do nosso terreiro tribal, nossas coreografias, tudo
montado”, explica.
O espetáculo no Tribódromo de Juruti - Foto Arquivo Alcoa |
Pela expectativa, já sabemos que quem realmente ganha esse ano é a população de Juruti, que está com a vontade de torcer acumulada, com a alma pintada e o grito totalmente preso nos pulmões, pronta para fazer o maior Festribal da história.
A edição deste ano conta com apoio da Alcoa, no valor de R$
300 mil, dividido para as apresentações das tribos Munduruku e Muirapinima. Na
noite de sexta-feira, 22, as tribos receberam os cheques entregues através da
parceria e diálogo entre Alcoa e Prefeitura Municipal.
O apoio da empresa ao Festribal ocorre desde o início das
operações da mineradora em Juruti. O investimento total ultrapassa R$ 1,4
milhão. O Festribal é Patrimônio Cultural do Pará e para a Alcoa é um motivo de
orgulho poder estar, mais uma vez, junto da comunidade honrando as tradições e a
cultura dos povos indígenas da Amazônia.