quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Santarém recebe o Encontro Nacional de Jornalistas de Comunicadores de Turismo a partir desta quinta.


Os próximos dias serão de celebração. Entre 14 e 19 de outubro a Jóia do Tapajós, lar de uma das praias de rio mais famosas do Brasil, Alter do Chão, entre muitos outros atrativos - turísticos, culturais, gastronômicos - recebe a primeira edição do Encontro de Jornalistas e Comunicadores de Turismo - Encontur, evento que terá extensão até a icônica Ilha de Marajó, até o dia 23.
Mais que um evento para discutir os novos caminhos da divulgação pós-pandemia, mais do que apresentar as belezas do norte brasileiro para dezenas de profissionais de todo o País, o Encomtur é um manifesto vivo de profissionais comprometidos com a retomada deste setor que foi duramente afetado pelas medidas de contenção da Covid-19. É um sinal de que há jornalistas, fotógrafos, blogueiros dispostos a participar ativamente deste novo mundo que tem se desenhado nos últimos 18 meses.
Com o tema “Roteiros sustentáveis, empreendedorismo e comunicação especializada: novos formatos ressignificando o turismo e promovendo experiências”, o Encomtur terá abertura oficial na Casa Saulo, com a presença do secretário estadual de Turismo André Dias, que fará palestra sobre o “Turismo sustentável e novo cenário social e econômico”; do prefeito de Santarém, Nélio Aguiar, dos secretários municipais de Turismo, Alaércio Cardoso, e Cultura, Luís Alberto Mota (Pixica), entre outras autoridades.
O evento conta com apoio do Governo do Pará, Prefeitura de Santarém, Fecomércio/PA, Cetur/PA, Secretaria Regional de  Desenvolvimento do Marajó, Associação Comercial de Santarém, Conselho Municipal de Turismo de Parauapebas (Comtup), Fórum de Turismo do Estado do Pará (Fomentur), Conselho de Turismo do Município de Belém (Comtur), Coordenação de Turismo de Belém (Belémtur), Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav/PA); Associação Brasileira de Organização de Eventos, Congressos e Feiras (Abeoc); Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó (Amam); Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/PA); Sindicato dos Diretores Lojistas do Pará (Sindilojas); Associação Búfalos do Pará (ABF), Diretoria Regional do Tapajós do Sindicato dos Jornalistas do Pará (DRTap/Sinjor-PA), entre outros parceiros.

Ascom Encomtur : Seleucia Fontes.

Em Juruti Velho, instituições se unem para garantir a preservação de quelônios.



O trabalho conta com o apoio da Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho (Acorjuve), Semma e Polícia Militar

A comunidade Santa Maria do Murituba é uma das muitas da região de Juruti Velho, no município de Juruti (PA), que desenvolvem um projeto de preservação de quelônios. Trabalho feito em parceria com o Projeto Pé-de-Pincha, Semma - Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Juruti e Acorjuve – Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho, e Polícia Militar.

No último dia 30 de setembro, moradores da comunidade, representantes da Semma e da Acorjuve se reuniram para tratar das ações do projeto neste ano de 2021. Por meio de um Acordo de Pesca que vigora desde 1996, a captura e a coleta dos ovos do Tracajá para consumo e comercialização, bem com a pesca do Pirarucu, ficam proibidas na comunidade no período de 30 de setembro a 01 de março – época da reprodução das espécies.

Para garantir o cumprimento do acordo, a comunidade conta com o trabalho voluntário de dois fiscais ambientais, seu Amâncio Xavier Pereira e Cristiano Monteiro Farias.

Preservação de quelônios

Há 21 anos, a comunidade Santa Maria do Murituba desenvolve as ações do projeto de preservação de quelônios. Neste ano de 2021, a equipe é composta por 10 integrantes (08 homens e 02 mulheres) que acordam cedo todos os dias para desenvolver as atividades. O trabalho é todo voluntário.

Tabuleiros – a coleta dos ovos é feita diariamente entre 05h30 e 06h30 da manhã em seis tabuleiros em pontos estratégicos da comunidade: Ponta Fina, Praia do Jair, Praia da Guarda, Fazenda São João, Samaúma e Praia do Evandro. Para o cumprimento desta etapa, a equipe conta com o apoio de duas pequenas embarcações.

Chocadeira – posterior à coleta, feita com todo cuidado para evitar o desperdício, os avos são levados para a chocadeira instala na própria comunidade, com capacidade para 10 mil ovos. Lá, eles permanecem por cerca de 56 dias, quando os filhotes começam a nascer.

Berçário – Após o nascimento, os filhotes são colocados em um berçário, recebem a alimentação adequada, permanecendo no local por um período que pode variar entre 3 e 5 meses. Após esse período, os quelônios são soltos no lago da comunidade, durante uma programação especial que reúne os moradores e autoridades.

Pirarucu – o Acordo de Pesca da comunidade Santa Maria do Murituba também garante a preservação do Pirarucu. No lago Samaúma, considerado um berçário natural da espécie, a captura do peixe é proibida no período de 30 de novembro a 01 de março. Os infratores recebem, inicialmente, orientações educativas e caso sejam pegos novamente cometendo a mesma infração, são encaminhados para os órgãos competentes para que sejam aplicadas as penas conforme à lei.
Acorjuve/Apoio – a Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho dá o apoio necessário para que as atividades de proteção do meio ambiente possam ser desenvolvidas. Integrantes da associação também acompanham as fiscalizações feitas regularmente com o apoio da Polícia Militar. “Para muitas comunidades a nossa associação doou rabetas, caixas de isopor para a coleta dos ovos dos quelônios, contribuímos com o combustível, e equipamentos, como lanternas, botas etc.  Vamos apresentar um projeto a nossa diretoria para construir berçários nas comunidades que desenvolvem o projeto de preservação de quelônios”, destacou Evandro Marques – diretor de Meio Ambiente da Acorjuve. 

Às margens do lago Juruti Velho, no porto da sede da Acorjuve foi construída uma chocadeira natural, onde são depositados ovos provenientes de várias comunidades da região.


Fonte: Assessoria de Imprensa da Acorjuve
Udirley Andrade

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