terça-feira, 26 de outubro de 2021

Reconhecimento é o ponto de partida para engajar uma comunidade escolar no Pará.

 

Educadores são valorizados por práticas pedagógicas e projetos inovadores com a participação da família, alunos e a sociedade de Juruti.

 

Os diversos contextos da educação pública brasileira mostram que é possível contribuir para a formação de crianças e jovens em diferentes cenários. Em Juruti, município do oeste paraense com 57 mil habitantes, Ivanete Bezerra Castro, Lídio Paz dos Santos e Raimundo Damião Pantoja Soares estão sendo reconhecidos como “Educadores(as) de Valor”, por meio de projetos e práticas pedagógicas inovadoras. A campanha, promovida pelo Instituto Alcoa, valoriza os profissionais envolvidos na missão de transformar as realidades dos territórios onde a mineradora atua por meio da educação.

“Foi um amplo processo de mobilização nos territórios de atuação do Instituto entre agosto e outubro, com a participação e apoio das Secretarias de Educação, dos Conselhos Consultivos de Relações Comunitárias, das organizações sociais locais, dos voluntários da Alcoa, e de toda a comunidade escolar. Os estudantes e as famílias se envolveram muito, celebrando e reconhecendo o papel fundamental que educadores e educadoras exercem na formação dos estudantes e em prol de uma Educação de qualidade. Ficamos muito felizes com o resultado deste processo de engajamento local”, explica Tatiana Bizzi, diretora executiva do Instituto Alcoa.

 

“Educadores de Valor” de Juruti. Divulgação-Instituto Alcoa


Ivanete Bezerra Castro atua há 17 anos na Escola Municipal Rosa de Saron. Lecionando para turmas do 4º e 5º ano, a docente percebeu que as crianças tinham grandes dificuldades com leitura, interpretação de texto e escrita. Este cenário desafiador a motivou a pensar estratégias para mudar essas histórias.

Assim nasceu em 2017 projeto “Caminho da Leitura”. “O projeto foi desenvolvido para despertar no aluno o hábito da leitura de forma prazerosa, contribuindo para que eles se tornassem construtores de suas próprias histórias, enriquecendo seu vocabulário, facilitando a escrita e a interpretação de textos, possibilitando aos pequenos leitores conhecimento sobre vários assuntos”, explica a professora.

 

Professora Ivanete e alunos no início do projeto em 2017_Foto-Arquivo Pessoal

Em 2019, na terceira edição, com novas modalidades e desafios aos alunos, a vencedora alcançou o primeiro lugar com 260 livros lidos, o que deu a chance de obter uma bolsa de estudos no Colégio Pitágoras, em 2020.

 

“A leitura realizada pelos alunos estimula e desenvolve a criatividade, a imaginação e o senso crítico. Por conta da pandemia e a necessidade de isolamento social, tivemos que nos adaptar e desenvolver aulas de acordo com o momento que enfrentamos, foi a partir daí que aprendi novas técnicas e práticas pedagógicas, baseadas nas tecnologias da informação e comunicação, para continuar incentivando os alunos a desenvolverem a leitura”, argumenta.

 

Projeto adaptado em tempos de pandemia_Foto-Arquivo Pessoal

Lídio Paz dos Santos é o diretor da Escola Municipal Antônio Moreira Rocha, localizada na zona rural de Juruti. Uma de suas estratégias é a gestão democrática, com o de famílias, estudantes e a sociedade em geral para a execução de projetos.

Um desses projetos foi o “Horta na Escola”, que contou com a participação das famílias que trabalham com a agricultura.

 

Professor Lídio Paz e o projeto Horta na Escola_Foto-Arquivo Pessoal

“O projeto foi concebido, inicialmente, com o objetivo de proporcionar uma alimentação saudável para nossos alunos. Na verdade, é uma complementação da merenda escolar, através dos produtos que iríamos colher e produzir na nossa horta. Por conta da pandemia e de dificuldades que estávamos enfrentando para confeccionar nossos materiais das aulas remotas, nós vimos na horta uma possibilidade de pagar pelo nosso material e, também, gerar renda para a comunidade, já que os pais de alunos receberam orientação de técnicos da Prefeitura de Juruti e reproduziram a horta em suas casas para comercializar os produtos”, ressalta Lídio.

 

Além da função social, o projeto “Horta na Escola” ajuda os estudantes com assuntos de outras disciplinas. “A horta oferece a possibilidade de pesquisa, atendendo a todos os componentes curriculares. Por exemplo: nossos canteiros seguem as formas geométricas, que auxiliam os professores de Matemática. É por isso que chamamos o Horta na Escola de ambiente ecoalfabetizador”, exemplifica o professor.

 

Horta na Escola contribui para geração de renda entre comunitários_Foto-Arquivo Pessoal

O amor pelo esporte é a inspiração do professor de Educação Física Raimundo Damião Pantoja Soares. Apaixonado pelo handebol, o docente da Escola Municipal Manoel Pereira da Cunha organiza práticas esportivas direcionadas aos jovens, mas que atendem, também, pessoas de 5 a 50 anos. 

 

Professor Raimundo Damião incentiva a prática do handebol em Juruti_Foto-Arquivo Pessoal

“A prática do handebol demonstrou todo o empenho de nossos alunos, não só na área esportiva, mas na vida desses estudantes. Tivemos relatos de pais de alunos que nos relataram mudanças de hábitos de jovens que estavam envolvidos com álcool. Nós sempre incentivamos nossos atletas a terem uma postura diferente: ajudar nas tarefas de casa, se dedicar aos estudos, porque o esporte não apenas dentro de quadra ou de campo, ele vai muito além, vai proporcionar saúde, reconhecimento, valores e é isso que buscamos enquanto pai, professor e, principalmente, amigo”, exalta o professor Damião.

 

Raimundo revela que além dos jovens, as crianças também estão sendo incentivadas, a partir do handebol “kids”, projeto de sua autoria que deve colocar Juruti como destaque, sendo a primeira cidade do oeste do Pará a receber uma etapa do mini handebol, competição chancelada pela Confederação Brasileira.

 

Jovens e adultos incentivados pelo docente em campeonato de handebol_Foto-Arquivo Pessoal

 Os três “Educadores(as) de Valor” de Juruti receberão, como parte do reconhecimento, leitor de livros digitais, participação em curso com foco em educação, livros, certificado, divulgação de suas histórias nos veículos de comunicação do Instituto Alcoa e participação em uma atividade online sobre a temática de valorização de educadores(as), no “Evento de Reconhecimento”. O encontro será realizado no dia 26 de outubro, das 14h ás 15h30, contará com a participação de especialistas nesta temática e será aberto aos cidadãos (ãs) de todas as localidades. Para participar, basta acessar o link no dia e horário (não é preciso inscrição prévia): https://bit.ly/39SZZs2

 

Sobre o Instituto Alcoa - Fundado em 1990 no Brasil, o Instituto Alcoa é um instituto empresarial sem fins lucrativos, que tem o propósito de transformar coletivamente os territórios em que a Alcoa está presente - Poços de Caldas, em Minas Gerais; São Luís, no Maranhão; e Juruti, no Pará, a fim de torná-los mais inclusivos e menos desiguais. Para isso, o Instituto Alcoa promove iniciativas em Educação e Geração de Trabalho e Renda, causas estruturantes para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, além de incentivar a participação social e o diálogo em torno das causas como forma de mobilização para o engajamento. Sua atuação se conecta às políticas públicas e agendas de interesses globais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

 

Em Juruti, o Instituto desenvolve o Programa Ecoa, realizado em parceria com a equipe técnica da Secretaria Municipal de Educação e vinte escolas da rede pública, promove acesso a melhorias no processo ensino-aprendizagem e redução das desigualdades educacionais em duas frentes: Formação e Gestão.

 

Em 2021, o Instituto Alcoa investiu R$ 432 mil em 3 projetos comunitários de Juruti aprovados no edital do Programa de Apoio a Projetos Locais, com foco em inclusão e educação digital e beneficiou quatro entidades educacionais, com R$ 10 mil cada, nas edições dos ACTIONs, realizados com apoio de voluntários da empresa.

 

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Santarém recebe o Encontro Nacional de Jornalistas de Comunicadores de Turismo a partir desta quinta.


Os próximos dias serão de celebração. Entre 14 e 19 de outubro a Jóia do Tapajós, lar de uma das praias de rio mais famosas do Brasil, Alter do Chão, entre muitos outros atrativos - turísticos, culturais, gastronômicos - recebe a primeira edição do Encontro de Jornalistas e Comunicadores de Turismo - Encontur, evento que terá extensão até a icônica Ilha de Marajó, até o dia 23.
Mais que um evento para discutir os novos caminhos da divulgação pós-pandemia, mais do que apresentar as belezas do norte brasileiro para dezenas de profissionais de todo o País, o Encomtur é um manifesto vivo de profissionais comprometidos com a retomada deste setor que foi duramente afetado pelas medidas de contenção da Covid-19. É um sinal de que há jornalistas, fotógrafos, blogueiros dispostos a participar ativamente deste novo mundo que tem se desenhado nos últimos 18 meses.
Com o tema “Roteiros sustentáveis, empreendedorismo e comunicação especializada: novos formatos ressignificando o turismo e promovendo experiências”, o Encomtur terá abertura oficial na Casa Saulo, com a presença do secretário estadual de Turismo André Dias, que fará palestra sobre o “Turismo sustentável e novo cenário social e econômico”; do prefeito de Santarém, Nélio Aguiar, dos secretários municipais de Turismo, Alaércio Cardoso, e Cultura, Luís Alberto Mota (Pixica), entre outras autoridades.
O evento conta com apoio do Governo do Pará, Prefeitura de Santarém, Fecomércio/PA, Cetur/PA, Secretaria Regional de  Desenvolvimento do Marajó, Associação Comercial de Santarém, Conselho Municipal de Turismo de Parauapebas (Comtup), Fórum de Turismo do Estado do Pará (Fomentur), Conselho de Turismo do Município de Belém (Comtur), Coordenação de Turismo de Belém (Belémtur), Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav/PA); Associação Brasileira de Organização de Eventos, Congressos e Feiras (Abeoc); Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó (Amam); Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/PA); Sindicato dos Diretores Lojistas do Pará (Sindilojas); Associação Búfalos do Pará (ABF), Diretoria Regional do Tapajós do Sindicato dos Jornalistas do Pará (DRTap/Sinjor-PA), entre outros parceiros.

Ascom Encomtur : Seleucia Fontes.

Em Juruti Velho, instituições se unem para garantir a preservação de quelônios.



O trabalho conta com o apoio da Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho (Acorjuve), Semma e Polícia Militar

A comunidade Santa Maria do Murituba é uma das muitas da região de Juruti Velho, no município de Juruti (PA), que desenvolvem um projeto de preservação de quelônios. Trabalho feito em parceria com o Projeto Pé-de-Pincha, Semma - Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Juruti e Acorjuve – Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho, e Polícia Militar.

No último dia 30 de setembro, moradores da comunidade, representantes da Semma e da Acorjuve se reuniram para tratar das ações do projeto neste ano de 2021. Por meio de um Acordo de Pesca que vigora desde 1996, a captura e a coleta dos ovos do Tracajá para consumo e comercialização, bem com a pesca do Pirarucu, ficam proibidas na comunidade no período de 30 de setembro a 01 de março – época da reprodução das espécies.

Para garantir o cumprimento do acordo, a comunidade conta com o trabalho voluntário de dois fiscais ambientais, seu Amâncio Xavier Pereira e Cristiano Monteiro Farias.

Preservação de quelônios

Há 21 anos, a comunidade Santa Maria do Murituba desenvolve as ações do projeto de preservação de quelônios. Neste ano de 2021, a equipe é composta por 10 integrantes (08 homens e 02 mulheres) que acordam cedo todos os dias para desenvolver as atividades. O trabalho é todo voluntário.

Tabuleiros – a coleta dos ovos é feita diariamente entre 05h30 e 06h30 da manhã em seis tabuleiros em pontos estratégicos da comunidade: Ponta Fina, Praia do Jair, Praia da Guarda, Fazenda São João, Samaúma e Praia do Evandro. Para o cumprimento desta etapa, a equipe conta com o apoio de duas pequenas embarcações.

Chocadeira – posterior à coleta, feita com todo cuidado para evitar o desperdício, os avos são levados para a chocadeira instala na própria comunidade, com capacidade para 10 mil ovos. Lá, eles permanecem por cerca de 56 dias, quando os filhotes começam a nascer.

Berçário – Após o nascimento, os filhotes são colocados em um berçário, recebem a alimentação adequada, permanecendo no local por um período que pode variar entre 3 e 5 meses. Após esse período, os quelônios são soltos no lago da comunidade, durante uma programação especial que reúne os moradores e autoridades.

Pirarucu – o Acordo de Pesca da comunidade Santa Maria do Murituba também garante a preservação do Pirarucu. No lago Samaúma, considerado um berçário natural da espécie, a captura do peixe é proibida no período de 30 de novembro a 01 de março. Os infratores recebem, inicialmente, orientações educativas e caso sejam pegos novamente cometendo a mesma infração, são encaminhados para os órgãos competentes para que sejam aplicadas as penas conforme à lei.
Acorjuve/Apoio – a Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho dá o apoio necessário para que as atividades de proteção do meio ambiente possam ser desenvolvidas. Integrantes da associação também acompanham as fiscalizações feitas regularmente com o apoio da Polícia Militar. “Para muitas comunidades a nossa associação doou rabetas, caixas de isopor para a coleta dos ovos dos quelônios, contribuímos com o combustível, e equipamentos, como lanternas, botas etc.  Vamos apresentar um projeto a nossa diretoria para construir berçários nas comunidades que desenvolvem o projeto de preservação de quelônios”, destacou Evandro Marques – diretor de Meio Ambiente da Acorjuve. 

Às margens do lago Juruti Velho, no porto da sede da Acorjuve foi construída uma chocadeira natural, onde são depositados ovos provenientes de várias comunidades da região.


Fonte: Assessoria de Imprensa da Acorjuve
Udirley Andrade

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