Pular para o conteúdo principal

Locomotiva Verde: o projeto que compensa emissões de CO2 no sistema ferroviário por meio de reflorestamento em Juruti (PA).

Compensar as emissões de Dióxido de Carbono (CO2) do sistema ferroviário por meio do reflorestamento. Esta é a missão do Projeto Locomotiva Verde implantado em Juruti, no oeste do Pará, município em que a Alcoa opera na extração de bauxita. O impacto causado pela operação da locomotiva que transporta o minério da mina para o porto em um trajeto de 55 km é neutralizado pelo plantio de mudas nativas.

O projeto, apoiado pela Alcoa Foundation em parceria com o American Forest e o Instituto Vitória Régia, foi iniciado em 2015 e conta com a participação de comunitários. Em pouco mais de 7 anos foram realizados o plantio de 40 mil mudas de árvores em 24 hectares distribuídos em seis comunidades, entre elas, a comunidade Galileia, na região de Juruti Velho. Ao longo de 20 anos, essas mudas irão compensar 1.600 toneladas de CO2 emitidas pela locomotiva.

De acordo com o coordenador do projeto, o Supervisor de Operação e Manutenção da Ferrovia da Alcoa Juruti, Kaio Coutinho, a iniciativa se dá em três etapas. A primeira consiste em um inventário para quantificar o CO2 emitido, ou seja, a quantidade de gases emitidos pela operação da ferrovia. O levantamento é feito pela Alcoa e apresentado em seu relatório anual de sustentabilidade. A segunda etapa consiste na definição da quantidade e das espécies que serão plantadas para realizar a compensação e a terceira é a definição das áreas a serem contempladas.

“Estamos dialogando e envolvendo a comunidade. Seja na educação ambiental falando a respeito do progresso sustentável que a Alcoa tem em parceria com a comunidade, seja através do ensino e capacitação técnica para produção de mudas e com isso a empresa também atende o desejo da comunidade de recuperar essas áreas com espécies que tenham valor comercial como frutas e essências. É um projeto que visa uma evolução sustentável”, conclui o coordenador do projeto. 

Funcionário da ferrovia há 12 anos, Adonaldo Santos é testemunha desta evolução. Nascido na comunidade Araçá Branco, ele já foi sinaleiro, maquinista e agora atua como técnico analista dando suporte na supervisão e na gerência. Conhece como poucos a rotina do vai e vem dos vagões pelos trilhos e sente orgulho de fazer parte de uma iniciativa sustentável. 

“É muito gratificante estar numa empresa que tem a visão de uma operação segura e sustentável. O projeto Locomotiva Verde vem reforçar o compromisso que a Alcoa tem com a região. Fico feliz de estar envolvido neste projeto e ter a certeza de que a nossa pegada ambiental para o transporte de minério é reduzida através desta iniciativa. Operar com sustentabilidade faz toda a diferença na vida das pessoas”.  

Menos poluição 

O modal ferroviário no Brasil é voltado para o transporte de carga. As ferrovias brasileiras transportam mais de 400 milhões de toneladas por ano usando locomotivas diesel-elétricas. O meio de transporte é mais limpo que o rodoviário, e agrega valor sustentável em suas operações.
Por isso, as ferrovias buscam reduzir as emissões para alcançar os padrões globais e a Alcoa utiliza uma locomotiva com estas características. Além das árvores plantadas para capturar o CO2 emitido, o próprio maquinário opera no sistema diesel-elétrico com o objetivo de reduzir custos e emissões de poluentes, tornando sua operação mais limpa e sustentável.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

55 anos de missão

Um coração missionário A escola Lígia Meireles da Cunha homenageou   Gertrude Maria Henndenberger, conhecida como irmã Brunildes, nasceu em Unterfranken na Alemanha no ano de 1940 em plena época da 2ª guerra mundial com 06 anos começou ir à escola e começou se interessar por revistas missionarias e isso a influenciou, lia histórias de missões, decidiu. no ano de 1962 veio para o brasil fez pedagogia e se preparou para ser professora e estudou serviço social ,em 1970 veio para a amazônia até a cidade de juruti e trabalhou no educandário nª sª da saúde, ajudando e ensinando os professores os métodos de alfabetizar começando com o casulos  oram confeccionados bastantes materiais como: jogos de montagem com blocos de madeiras.tempo depois irmã brunildes assumiu a construção das caritas para melhorar as moradia do povo de juruti; dando continuidade do trabalho social que se expandiu pelas comunidades, em que visitava levando projetos que pudessem atender os ribeirinhos em ...

Natural de Juruti, Tingo Soares anuncia Candidatura à deputado Federal pelo Pará.

 O jurutense Dijair Soares da Silva, conhecido como Tingo Soares, anunciou sua candidatura a Deputado Federal pelo Estado do Pará nas eleições de 2026. Filho de Juruti, Tingo afirma que seu compromisso é levar a voz do interior para o Congresso Nacional. Servidor público municipal, casado e candidato à Prefeitura de Juruti em 2024, Tingo chega à disputa com ampla experiência na gestão pública. Foi secretário de Cultura de Oriximiná por um ano e quatro meses, período em que trabalhou ao lado do prefeito Delegado Fonseca, adquirindo experiência administrativa e fortalecendo seu compromisso com o desenvolvimento dos municípios paraenses. Entre suas principais bandeiras estão o fortalecimento da saúde e da educação, investimentos em infraestrutura, apoio à agricultura familiar, mais recursos para as comunidades do interior e a defesa dos interesses do Pará em Brasília. “Quem conhece a realidade do nosso povo sabe o que precisa ser feito. Quero representar o interior com tra...

Promotora de Justiça e professores da UFF vistoriam prédio do curso de Direito em Juruti Velho

Iniciativa pioneira da ACORJUVE com PRONERA e UFF vai levar o primeiro curso de Direito à comunidade tradicional No dia 30 de julho de 2026, a Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho (ACORJUVE) recebeu com grande entusiasmo uma comitiva especial para vistoriar as obras do prédio que vai abrigar o primeiro curso de graduação em Direito da região. A visita foi liderada pela Dra. Lilian Braga, Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), e pelo Professor Wilson Madeira Filho, coordenador do curso e docente da Universidade Federal Fluminense (UFF). A comitiva contou ainda com a presença de demais professores e advogados vinculados à instituição de ensino. O prédio receberá o curso por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA). Trata-se de um marco histórico para Juruti Velho: a primeira graduação em Direito destinada à população rural e tradicional da região. O projeto representa muito mais do que ensi...